10. set, 2021

10 Setembro - Ferreira Gullar

Hoje em  São Luís (MA) em 19390 nascia escritor, poeta, crítico de arte, biógrafo, tradutor, memorialista e ensaísta José Ribamar Ferreira, mais conhecido como Ferreira Gullar. Sempre foi um poeta inovador, como demonstra o fato de utilizar formas pouco convencionais de divulgação de sua poesia: pedaços de madeira, gravações, etc. Em 1956, participa da exposição concretista, considerada o acontecimento que inaugurou o período da poesia concreta. Em 1959, abandonou a corrente e, junto com Lígia Clark e Hélio Oiticica, fundaram o Neoconcretismo, movimento que valorizava a expressão e a subjetividade em oposição ao concretismo ortodoxo. Em 1976, compôs Poema Sujo enquanto estava exilado em Buenos Aires por motivos políticos. Os mais de dois mil versos criados na solidão do exílio são uma espécie de hino pela liberdade.

Poema Sujo (trecho)

turvo turvo
a turva
mão do sopro
contra o muro
escuro
menos menos
 
menos que escuro
menos que mole e duro
menos que fosso e muro: menos que furo
escuro
mais que escuro:
claro
como água? como pluma?
claro mais que claro claro: coisa alguma
e tudo
(ou quase)
um bicho que o universo fabrica
e vem sonhando desde as entranhas

Seguimi:
www.eddytur.it
www.instagram.com/eddyiguazu/
www.facebook.com/eddybedendo

Hoje em São Luís (MA) em 19390 nascia escritor, poeta, crítico de arte, biógrafo, tradutor, memorialista e ensaísta José Ribamar Ferreira, mais conhecido como Ferreira Gullar. Sempre foi um poeta inovador, como demonstra o fato de utilizar formas pouco convencionais de divulgação de sua poesia: pedaços de madeira, gravações, etc. Em 1956, participa da exposição concretista, considerada o acontecimento que inaugurou o período da poesia concreta. Em 1959, abandonou a corrente e, junto com Lígia Clark e Hélio Oiticica, fundaram o Neoconcretismo, movimento que valorizava a expressão e a subjetividade em oposição ao concretismo ortodoxo. Em 1976, compôs Poema Sujo enquanto estava exilado em Buenos Aires por motivos políticos. Os mais de dois mil versos criados na solidão do exílio são uma espécie de hino pela liberdade.

Poema Sujo (trecho)

turvo turvo
a turva
mão do sopro
contra o muro
escuro
menos menos

menos que escuro
menos que mole e duro
menos que fosso e muro: menos que furo
escuro
mais que escuro:
claro
como água? como pluma?
claro mais que claro claro: coisa alguma
e tudo
(ou quase)
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Ultimi commenti

27.10 | 04:57

Muito bem lembrado! São muitas as implicações e as análises possíveis de interpretação. Aqui no blog, onde se trata de arte e não de psicanalise ou ética, eu me limito à descrição artistica do mito.

27.10 | 03:33

Eddy, na Grécia Antiga, uma humilhação devia ser retribuída, aquele que não o fazia passava por dupla vergonha, a desonra sofrida e a covardia por não cobrar vingança; em Medéia a questão é ética.

06.10 | 06:35

Sono ansioso di conoscere le due performance.

28.09 | 11:33

👏👏👏

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